(via @breveshistorias)
Havia qualquer coisa de misteriosa nele - ou ao menos ela queria ver assim. É o mistério que, como névoa, encobria o real e lhe dava novos contornos, talvez mais interessantes que os usuais.
E aquela “abertura”, aquelas reticências é que instigavam. Queria saber o que viria depois. Queria o conteúdo da névoa.
Por isso, todas as noites, mesmo depois de notar que ele se distanciara, ela aguardava o bipe do telefone anunciando uma nova mensagem. Um oi, um nunca mais. Um feixe de luz imerso na névoa.
Mas ele perdera-se em seu próprio mistério.
Um soluço.
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