quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Nevoeiro.

(via @breveshistorias)

Havia qualquer coisa de misteriosa nele - ou ao menos ela queria ver assim. É o mistério que, como névoa, encobria o real e lhe dava novos contornos, talvez mais interessantes que os usuais.

E aquela “abertura”, aquelas reticências é que instigavam. Queria saber o que viria depois. Queria o conteúdo da névoa.

Por isso, todas as noites, mesmo depois de notar que ele se distanciara, ela aguardava o bipe do telefone anunciando uma nova mensagem. Um oi, um nunca mais. Um feixe de luz imerso na névoa.

Mas ele perdera-se em seu próprio mistério.

Um soluço.


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